Jailton Santos da Silva, de 41 anos, e Aliph Santos da Silva, de 20, mataram Marcelo Souza Cavalcante, de 44 anos, em 29 de maio, em Riviera da Barra, em Vila Velha, por vingança. A conclusão é da Polícia Civil, cuja investigação apontou que o crime teria sido motivado por uma briga entre Aliph e a vítima, que ocorreu em julho do ano passado.
Na ocasião, Aliph passava de bicicleta elétrica pela orla de Vila Velha quando Marcelo saía da praia após uma pescaria. Marcelo alegou que quase foi atropelado, e os dois discutiram. Segundo a investigação, Aliph foi agredido brutalmente. O suspeito passou por internação e precisou de cirurgia e de implantes dentários.
O tratamento dele terminou no início de maio deste ano. No fim do mesmo mês, Marcelo foi baleado enquanto passava de carro por uma das principais avenidas de Riviera da Barra, próximo à casa dos suspeitos.
Segundo Adriano Fernandes, delegado adjunto do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, os indícios apontam justamente para uma vingança.
“A motivação foi justamente essa: a discussão que ensejou essa lesão de um dos investigados no ano passado, em que teria sofrido uma pequena cirurgia. Em razão disso, ele quis se vingar e colocou o pai na história”, disse.
Marcas de disparos ficaram na picape da vítima, e cápsulas de calibre 9 milímetros foram encontradas perto do veículo. Um funcionário de uma oficina também foi atingido por estilhaços, mas sem gravidade.
Testemunhas relataram que os autores estavam em duas motocicletas. De acordo com a Polícia Civil, a identificação dos veículos usados na ação ajudou a apontar a participação de pai e filho.
“Nesse primeiro momento, a gente conseguiu identificar a motocicleta. Essa motocicleta pertencia ao Aliph e estava em posse do Jailton. Posteriormente, a delegacia deu continuidade às investigações e a equipe conseguiu identificar esta placa que estava parcialmente adulterada”, afirmou o delegado.
Segundo a polícia, o veículo ainda estava registrado no nome de um homem que mora no interior, mas ele informou que havia vendido a moto anteriormente.
A Polícia Civil afirmou que também identificou as duas motocicletas passando logo após o carro de Marcelo. A investigação ainda apontou que Aliph teria ameaçado uma testemunha para que ela não informasse que ele havia revendido uma das motos.
“Todos esses elementos juntos, a equipe de investigação conseguiu trazer elementos suficientes para imputar a eles dois a participação nesse crime”, informou o delegado.
Pai e filho não confessaram o crime
Pai e filho foram presos pouco tempo após o assassinato e tiveram as prisões convertidas em preventivas. Segundo a polícia, eles não confessaram o crime, e as investigações continuam para identificar um terceiro envolvido.
A Polícia Civil informou ainda que, após a agressão registrada em 2025, foi feito um Termo Circunstanciado contra a vítima, tendo Aliph como vítima de agressão. Para os investigadores, o suspeito considerou insuficiente a possível punição judicial e decidiu se vingar.
A reportagem não localizou a defesa de pai e filho presos. O espaço está aberto e este texto será atualizado quando houver manifestação.
*Com informações da repórter Luciana Leicht, da TV Vitória/Record


