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Comércio exterior capixaba movimentou US$ 3,38 bilhões no primeiro bimestre de 2026, sendo US$ 1,4 bilhão de exportações e US$ 1,98 bilhão em importações, totalizando um saldo negativo de US$ 577 milhões na balança comercial.

O volume de comércio é ligeiramente superior ao do primeiro bimestre de 2025, US$ 3,27 bilhões, mas alguns produtos registraram variações relevantes.

Nos primeiros dois meses do ano, a exportação de minério de ferro teve um salto significativo com relação ao mesmo período de 2025, de US$ 362 milhões para US$ 508 milhões. Já café e petróleo – duas commodities relevantes para a economia capixaba – tiveram retração de 39% e 65%, respectivamente. 

Um dos motivos apontados para a queda das vendas de óleo foi a paralisação temporária da FPSO Maria Quitéria, uma das principais em atividade no Espírito Santo.

Os produtos que lideraram exportações nos dois primeiros meses do ano foram:

1º Minério de ferro: US$ 508 milhões

2º Aço e ligas de aço: US$ 241 milhões

3º Café: US$ 177 milhões

4º Rochas naturais, ornamentais e de construção: US$ 142 milhões

5º Celulose: US$ 131 milhões

Importações: aeronaves e automóveis tem alta no Espírito Santo

Na pauta de importações, automóveis e veículos aéreos tiveram um crescimento relevante com relação ao primeiro bimestre de 2025. Neste ano, carros somaram US$ 522 milhões e US$ 309 milhões, ante US$ 207 milhões e US$ 203 milhões, respectivamente, no ano anterior. 

Na análise de Leonardo Coninck, CEO da Superia Trading, os dados refletem um momento de aquecimento do mercado aeronáutico. “O mercado de importação de aeronaves vem numa crescente ano após ano. O dado vem para confirmar um sentimento do mercado. As aeronaves com maior demanda nos últimos meses têm sido monomotores a pistão, mas com presença de jatos leves, turboélices, entre outros. Aeronaves são ferramentas de trabalho em um país tão grande, usadas para empresas gerarem mais negócios”, Leonardo Coninck, CEO da Superia Trading.

Leonardo Coninck, CEO da Superia Trading

Já o ‘boom’ de importação de carros está ligado ao calendário tributário. O imposto de importação para veículos eletrificados vai subir mais um degrau – e chega ao último patamar em julho de 2026, com alíquota de 35%. 

“O último degrau de alíquota gera um aumento de nacionalizações em um curto espaço de tempo. As empresas querem aproveitar a janela até 30 de junho. Depois disso, passa a valer a tarifa máxima”, afirma Sidemar Acosta, presidente do Sindiex, sindicato que reúne empresas de comércio exterior.

Os principais produtos importados pelo Espírito Santo no 1º bimestre de 2026 foram:

1º Automóveis: US$ 522 milhões

2º Aeronaves: US$ 309 milhões

3º Veículos para transporte de mercadorias: US$ 248 milhões

4º Carvão: US$ 122 milhões

5º Veículos pesados: US$ 80 milhões



FONTE: Folha Vitória