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Foto: USGS/ Reprodução

Um terremoto atingiu o sul do Japão no fim da tarde desta terça-feira (28). O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou inicialmente que o tremor teve magnitude 7,1, mas revisou posteriormente o dado para 6,8.

A emissora TBS informou que um “número considerável” de pessoas morreu em um shopping danificado pelo terremoto, em Kashima, na província de Kumamoto. Antes, a polícia havia informado ter sido acionada para uma explosão no Aeon Mall, mas não confirmou se houve danos ou vítimas. Mais cedo, a emissora pública NHK confirmou que “muitas pessoas” estavam presas no interior do edifício após o desabamento de um dos pisos.

NHK também informou que pelo menos 50 pessoas foram levadas a hospitais com ferimentos e que ao menos 12 imóveis desabaram. A emissora acrescentou ainda que havia pessoas presas em quatro prédios.

O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local (04h27 em Brasília), na ilha de Kyushu. A Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês) chegou a emitir um alerta de tsunami após o sismo para os mares de Ariake e Yatsushiro, mas o suspendeu cerca de duas horas depois.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou em uma publicação no X que criou uma força-tarefa para coletar informações, avaliar os possíveis danos e se preparar para operações de resgate, caso necessário.

Pouco depois, Sanae disse a repórteres que havia relatos de vários feridos e de danos a estradas, pontes e edifícios, além de apagões e incêndios, embora os detalhes ainda não estivessem claros. Ela alertou as pessoas que estivessem cozinhando para terem cuidado com o fogo e com estilhaços de vidro.

O Ministério da Defesa do Japão informou que enviou aeronaves à região para avaliar a situação.

A agência de notícias Kyodo informou que um hospital na cidade de Yatsushiro recebeu cerca de 40 pessoas feridas após o terremoto. Um trem descarrilou e tombou na estação da cidade.

Os muros de pedra do Castelo de Kumamoto, um dos três castelos mais famosos e importantes do Japão, cuja construção foi concluída em 1607, foram danificados, segundo a Kyodo.

A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão informou que não havia relatos de danos a grandes instalações públicas nem à infraestrutura, embora as autoridades ainda estivessem avaliando a extensão dos estragos. Os bombeiros locais receberam muitos chamados de emergência relatando incêndios e danos a residências.

Os trens-bala Shinkansen e os trens locais em Kyushu foram suspensos para verificações de segurança. A pista do Aeroporto Aso Kumamoto chegou a ser fechada, mas foi reaberta às 19h no horário local. Ainda assim, todos os voos domésticos com partida ou chegada no aeroporto foram cancelados. No caso dos voos internacionais, os passageiros devem consultar as informações mais recentes no site da companhia aérea.

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão afirmou que não foram encontradas anormalidades em três usinas nucleares próximas. A concessionária Kyushu Electric Power informou que os três reatores nucleares em operação na região no momento do tremor continuam funcionando normalmente.

Kumamoto foi atingida, em 2016, por dois terremotos devastadores: o primeiro, de magnitude 6,5, seguido, dois dias depois, por outro de magnitude 7,3. Os tremores deixaram 273 mortes e mais de 2,8 mil feridos.

O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo devido à sua localização na junção de quatro grandes placas tectônicas, ao longo da borda oeste do Anel de Fogo do Pacífico.

O arquipélago, lar de aproximadamente 125 milhões de pessoas, é atingido por centenas de tremores todos os anos. A maioria é de baixa intensidade, mas os danos que causam variam conforme a localização e a profundidade dos abalos.

*Com informações da AFP e AP



FONTE: Folha Vitória