Genebaldo Carlos da Fonseca Júnior foi condenado a 59 anos e seis meses de prisão pela morte do ativista político Jonas da Silva Soprani, assassinado a tiros em um bar no bairro Novo Horizonte, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. A sentença foi proferida em decisão judicial da 1ª Vara Criminal de terça-feira (16), que também determinou multa e a pena em regime fechado.
Genebaldo também foi condenado por tentativa de homicídio contra José Roberto Bobbio, além de porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. No mesmo ataque, José Roberto foi atingido por um disparo na perna enquanto estava no bar com a vítima fatal.
Segundo a decisão, Genebaldo foi condenado à pena definitiva de 59 anos e 6 meses de reclusão, além do pagamento de 703 dias-multa, com cada dia-multa fixado em 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos.
A Justiça também determinou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena, levando em consideração a reincidência do réu, a pena superior a oito anos e circunstâncias judiciais consideradas desfavoráveis, conforme prevê o Código Penal.
Relembre o crime
O crime aconteceu na noite de 23 de junho de 2021. Jonas, de 48 anos, foi baleado dentro de um bar e chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
À época, ele era conhecido na região pela atuação política e chegou a disputar o cargo de vereador em Linhares no mesmo ano.
Durante as investigações, o delegado Fabrício Lucindo informou que a vítima chegou a conversar com policiais ainda no hospital, antes de morrer, o que ajudou no avanço do caso. Imagens de câmeras de segurança também foram fundamentais para identificar o veículo usado na ação criminosa.
“As imagens de videomonitoramento foram essenciais para identificar o carro utilizado no crime e avançar nas investigações”, destacou o delegado.
Os suspeitos chegaram a ser presos no dia 20 de julho de 2021, em uma operação das polícias Civil e Militar no bairro Vila Prudêncio, em Cariacica, onde moravam.


