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Foto: Reprodução/Pixabay

O Dia Mundial da Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado nesta segunda-feira (15), chama a atenção para um problema que, na maioria das vezes, acontece longe dos olhos do público: dentro de casa e praticado por pessoas próximas à vítima.

Segundo a delegada Mirela Girelli, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa Idosa, a violência física raramente é o primeiro sinal de agressão. Antes dela, costumam surgir episódios de maus-tratos, negligência, abandono e abuso financeiro.

Quando a gente fala de violência, a primeira coisa que pensamos é na violência física. Mas, antes dessa violência, aconteceram outras violências. E vemos um aumento significativo de maus-tratos, negligência, abuso financeiro e abandono. Muitas vezes, quando essa pessoa idosa diz o primeiro não ao seu agressor, é quando acontece a violência física.

Mirela Girelli, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa Idosa

De acordo com a delegada, os sinais mais graves costumam ser precedidos por comportamentos silenciosos que passam despercebidos por familiares, vizinhos e amigos. Por isso, a atenção da sociedade é fundamental para identificar possíveis vítimas e interromper o ciclo de violência.

Maioria dos casos acontece dentro de casa

A proximidade entre vítima e agressor é um dos principais obstáculos para a denúncia. Segundo Mirela Girelli, cerca de 80% das ocorrências registradas pela delegacia acontecem no ambiente doméstico.

“80% das nossas ocorrências acontecem dentro de casa. Por isso, é tão difícil denunciar, porque, muitas vezes, a pessoa que ela mais ama é o agressor”, afirma.

Mirela Girelli delegada da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa Idosa
Mirela Girelli, delegada titular da Delegacia Especializada de Proteção à Pessoa Idosa. Foto: Reprodução/TV Vitória

A delegada destaca que o medo e o sentimento de proteção em relação ao familiar agressor fazem com que muitos idosos permaneçam em silêncio.

“É natural que a vítima tenha medo de denunciar, seja por amor ou por medo, realmente. Porque o agressor é a pessoa que ela mais ama”, ressalta.

Diante da dificuldade enfrentada pelas vítimas para buscar ajuda, a delegada reforça a importância da participação da sociedade na identificação e comunicação de casos suspeitos.

“A vítima muitas vezes não tem voz, então seja a voz dessa pessoa que tem dificuldade de denunciar”, pede.

Canais para denúncia

  • Disque Direitos Humanos (Disque 100);
  • Disque Denúncia (181);
  • Polícia Militar (190);
  • Delegacias de Polícia.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória