O sargento do Corpo de Bombeiros, Fredherico Moreno Serri Costa, de 39 anos, morto após ser esfaqueado durante uma briga com um casal e uma terceira mulher no bairro Bicanga, na Serra, havia contado à irmã que temia que algo acontecesse. Ele também apontou quem, segundo ele, poderia ser responsável.
Segundo a família da vítima e a Polícia Militar, o casal e a terceira mulher estavam na casa alugada com a mãe do sargento, bebendo, quando Fredherico chegou ao local. O militar teria sido recebido com agressões durante a discussão.
Em entrevista a TV Vitória/Record, a irmã do militar identificada como Raphaella Galileu Serri Costa, narrou que Fredherico esteve na casa dela, na quinta-feira (1º), antes de retornar para a própria residência, na manhã de sexta-feira (2).
Durante a conversa, segundo ela, o sargento fez um alerta sobre o fim de semana.
Irmã, qualquer coisa que acontecer comigo esse final de semana foram eles que me mataram.
Fredherico
Segundo Raphaella, o irmão repetiu a frase várias vezes durante a conversa. A família acredita que ele se referia ao casal envolvido na ocorrência que terminou com a morte do militar.
Briga começou durante busca por cachorro
O sargento foi até uma casa alugada por inquilinos da mãe dele para buscar um cachorro. Segundo a família, houve uma discussão no local, que terminou com Fredherico ferido.
Raphaella contou que recebeu uma ligação por volta das 22h16 de uma vizinha. Segundo ela, a mulher informou que o militar estaria envolvido em uma briga e havia sido encontrado ensanguentado no asfalto.
Ainda conforme o relato da irmã, Fredherico sofreu ferimentos graves e foi socorrido. No trajeto até o Hospital Estadual Jayme Santos Neves, na Serra, teria sofrido três paradas cardíacas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade.
A Polícia Militar esteve no local e deteve os três suspeitos, que foram levados para a Delegacia Regional da Serra. O caso deve ser investigado para esclarecer as circunstâncias da morte.
Família afirma que casal já havia histórico de conflitos
Segundo Raphaella, a mulher envolvida na ocorrência já havia morado em uma kitnet localizada nos fundos da casa da mãe dos irmãos. Posteriormente, após conflitos com Fredherico e o marido dela, mudou-se para outro imóvel em Bicanga.
A irmã afirmou que a mãe do sargento voltou a alugar uma casa para a mulher por um valor considerado acessível. Segundo Rafaela, a mãe estava dentro do imóvel no momento da ocorrência.
Minha mãe estava dentro da casa dela durante o ocorrido. Ela trancou a minha mãe e ficou ligando pra mim e pro meu irmão. Além disso, colocou minha mãe no fundo da casa com a música em último volume.
Raphaella, irmã da vítima
Abalada com a morte, Raphaella descreveu Frederico como uma pessoa dedicada e afirmou que a família não esperava que a violência partisse de alguém que, segundo ela, era próximo dos familiares.
“Ele era um menino muito bom. Passou no Bombeiros com 17 anos, passou na Ufes. E a gente está em choque porque nunca esperava que isso fosse vir de alguém de dentro da nossa própria casa, praticamente, que comia no prato com a gente”.
*Com informações da repórter Eduarda Neves, da TV Vitória/ Record


