O álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 já começou a ser vendido no Espírito Santo antes mesmo do início do torneio, previsto para junho. A nova edição traz 980 figurinhas, número superior ao da Copa do Catar, refletindo o aumento de seleções participantes, que passa de 32 para 48 equipes. Com isso, as trocas de imagens repetidas já registram aumento no Estado.
A mudança no formato do Mundial impactou diretamente o tamanho do álbum. Na edição anterior, realizada em 2022, eram necessárias 670 figurinhas para completar a coleção. Agora, o aumento no número de seleções elevou significativamente a quantidade de cromos exigidos.
Cada pacote contém sete figurinhas e é vendido por R$ 7,00, modelo que se mantém em relação a edições anteriores.
Movimento cresce em bancas e pontos de venda
Com o lançamento, comerciantes relatam aumento na procura pelo produto. As primeiras remessas incluem milhares de álbuns e dezenas de milhares de pacotes de figurinhas, indicando alta expectativa de vendas no período que antecede a competição.
Para colecionadores, a troca de figurinhas segue como uma das principais estratégias para completar o álbum sem elevar os gastos. Pontos de troca e encontros entre colecionadores são comuns nesse período e ajudam a evitar o acúmulo de cromos repetidos.
A galera consegue economizar bastante no álbum da Copa fazendo essas trocas. Os pontos de trocas servem muito para isso. Se ficar só comprando figurinhas, chega um momento em que acaba vindo muito mais repetida do que aquelas que você realmente precisa.
Marcelo Geara, empresário
Assim como em edições anteriores, algumas figurinhas tendem a ser mais disputadas, especialmente as de jogadores de destaque internacional, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. A presença desses atletas costuma aumentar o interesse entre colecionadores, principalmente entre o público mais jovem.
O hábito de colecionar figurinhas segue como tradição entre diferentes gerações. Muitos colecionadores mantêm o costume desde a infância e continuam participando a cada nova edição do torneio, impulsionando o mercado e mantendo viva a cultura do álbum da Copa.
Eu comecei com cartão telefônico, depois cédulas, aí depois entrou a parte de figurinhas, quando eu tinha 13 anos. No início foi difícil para começar a coleção, mas consegui concluir a primeira e desde então eu sempre coleciono.
Patrick de Oliveira, colecionador
*Com informações do repórter Rodrigo Schereder, da TV Vitória/Record


