Câmara São Mateus _ agosto 2025
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Robert Duvall, um dos atores mais respeitados da história de Hollywood, morreu neste domingo (15), aos 95 anos. A notícia foi confirmada por sua esposa, Luciana Duvall, através de uma rede social. Segundo o comunicado, o ator faleceu em paz em sua casa, cercado pela família.

Com uma carreira que atravessou seis décadas, Duvall ficou eternizado pelo papel de Tom Hagen, o conselheiro da família Corleone em “O Poderoso Chefão” (1972) e “O Poderoso Chefão: Parte II” (1974). O ator recebeu sete indicações ao Oscar ao longo da vida, vencendo a estatueta de Melhor Ator em 1984 por sua atuação em “A Força do Carinho”.

Além do clássico de Francis Ford Coppola, Duvall brilhou em produções como “Apocalypse Now”, onde imortalizou a frase sobre o “cheiro de napalm pela manhã”, e “O Sol é para Todos”. Ele era considerado um dos últimos grandes nomes da era de ouro do cinema americano ainda em atividade. Até o momento, a causa da morte não foi detalhada.

Carreira e a “Nova Hollywood”

Robert Duvall fez parte de uma geração que revolucionou a atuação no cinema americano. Formado pela prestigiada escola Neighborhood Playhouse, em Nova Iorque, ele estudou sob a tutela de Sanford Meisner. Foi nesse período que dividiu um apartamento com dois outros jovens que também se tornariam gigantes do cinema: Dustin Hoffman e Gene Hackman. O trio, que compartilhava o sonho da atuação enquanto trabalhava em empregos temporários, acabou por definir o estilo naturalista que marcaria os filmes das décadas de 1960 e 1970.

Mestre dos coadjuvantes

Embora tenha vencido o Oscar de Melhor Ator por seu papel como o cantor country beberrão em “A Força do Carinho” (1983), Duvall era frequentemente citado como o “maior coadjuvante da história”. Sua presença era capaz de dar peso a qualquer cena, como o icônico Tenente-Coronel Bill Kilgore em “Apocalypse Now” (1979). Mesmo com pouco tempo de tela, sua atuação foi tão visceral que lhe rendeu um Globo de Ouro e uma indicação ao Oscar, provando sua tese de que “não existem papéis pequenos”.

Direção e legado

Além de atuar, Duvall também se aventurou com sucesso na direção. Seu projeto mais pessoal, “O Apóstolo” (1997), que ele mesmo financiou após anos de recusas de grandes estúdios, é considerado uma das representações mais autênticas da religiosidade americana no cinema. Ele manteve-se produtivo até o fim da vida, sendo um dos raros atores a conseguir transitar entre o cinema clássico e as produções contemporâneas com a mesma autoridade.

5 filmes mais famosos de Robert Duvall

  • O Sol é Para Todos (1962): Sua estreia no cinema como o misterioso Boo Radley; um papel icônico mesmo sem falas.
  • O Poderoso Chefão (1972): Viveu Tom Hagen, o advogado e conselheiro da família Corleone, papel que lhe rendeu uma indicação ao Oscar.
  • Apocalypse Now (1979): Interpretou o Tenente-Coronel Kilgore e imortalizou a frase sobre o “cheiro de napalm pela manhã”.
  • A Força do Carinho (1983): Sua grande vitória no Oscar de Melhor Ator, interpretando um cantor country em busca de redenção.
  • O Apóstolo (1997): Além de protagonizar como um pregador fervoroso, Duvall também escreveu e dirigiu esta obra aclamada pela crítica.



FONTE: Folha Vitória