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Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

A notícia é boa. Das 78 cidades do Espírito Santo, 55 alcançaram desempenho considerado ótimo e 12 chegaram à nota máxima no ranking de Transparência e Governança Pública.

A média estadual subiu de 80,4 para 86,9 pontos. Os dados mostram que o Espírito Santo avançou. Agora, o próximo passo talvez seja transformar informação pública em conhecimento público.

É aí que a transparência se encontra com a governança. Dito de outra maneira, uma gestão pública verdadeiramente moderna informa o que fez, explica por que fez, mostra quanto custou, apresenta resultados e, principalmente, cria condições para que a sociedade acompanhe, questione e participe. Isso significa transformar a transparência em rotina administrativa. Dessa maneira, o controle social passa a ser instrumento permanente de aperfeiçoamento da própria gestão. Isso é governança.

Para tanto, a premissa é ensinar o cidadão a compreender o que significam os dados e a relacioná-los com a realidade da cidade onde vive.

Essa é uma responsabilidade que o poder público deve assumir. Todas as instâncias governamentais, sejam municipais, estaduais ou federal, precisam investir mais em comunicação cidadã para explicar, de forma simples, como funciona o orçamento, o que significam receitas e despesas, como acompanhar uma obra, interpretar indicadores de saúde ou educação, fiscalizar contratações e avaliar se uma política pública está, de fato, produzindo resultados.

A própria administração pública já reconhece a importância da linguagem simples para que a população possa compreender e acompanhar a gestão pública, fiscalizar seus atos, questionar decisões e participar.

Portanto, é preciso, sim, dar um passo além da transparência formal. Afinal, quando as pessoas conseguem ler os números do governo, também conseguem cobrar resultados.
Esse é o desafio!



FONTE: Folha Vitória