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Foto: Letissia Schneider

Dois Mustangs, duas propostas e uma diferença considerável de potência. Durante a cobertura do Folha Motor no Festival Interlagos 2026, a Ford colocou em exposição o novo Mustang GT Performance e o Dark Horse SC, versão desenvolvida pela Ford Racing com soluções herdadas dos carros de competição da marca.

Embora dividam o mesmo evento e preservem características tradicionais do esportivo norte-americano, os dois ocupam posições bastante diferentes. O GT Performance é o modelo que chega ao mercado brasileiro ainda em 2026. Já o Dark Horse SC aparece por aqui como uma vitrine tecnológica, sem comercialização confirmada no país.

O GT retorna à linha

O Mustang GT Performance 2026 volta a ampliar a gama do esportivo no Brasil e ficará posicionado ao lado do Dark Horse, atualmente a configuração mais potente vendida oficialmente pela Ford no país.

Sob o capô está o motor Coyote 5.0 V8 aspirado, agora com 492 cv, associado à transmissão automática de dez marchas e à tração traseira. O conjunto também inclui freios Brembo de alto desempenho nas quatro rodas.

Para colocar os números em perspectiva, o GT Performance vendido no Brasil em 2024 entregava 488 cv. A linha 2026 acrescenta quatro cavalos e mantém a proposta de combinar o conhecido V8 aspirado com equipamentos voltados a uma condução mais esportiva.

As mudanças também aparecem no visual. Rodas, emblemas, teto, retrovisores e aerofólio recebem acabamento escurecido, enquanto a nova cor cinza avalanche passa a integrar a oferta.

Preço e data exata para o início das vendas ainda não foram anunciados pela Ford.

SC: 795 cavalos e tecnologia de competição

Se o GT Performance representa a opção que efetivamente chega às concessionárias brasileiras, o outro Mustang exposto em Interlagos mostra até onde a fabricante consegue levar a receita.

O Dark Horse SC foi revelado pela Ford Racing no início de 2026 e fica acima do Dark Horse convencional em potência e preparação. Em vez do V8 5.0 aspirado de 507 cv utilizado no modelo vendido no Brasil, o SC recebe um motor V8 5.2 supercharged com 795 cv.

O termo “supercharged” indica o uso de um compressor mecânico, equipamento que força uma quantidade maior de ar para dentro do motor. Com mais oxigênio disponível para a combustão, é possível elevar significativamente a potência.

Outra diferença está na transmissão. O SC utiliza um câmbio de dupla embreagem e sete marchas, sistema que trabalha com duas embreagens para preparar a próxima relação antes da troca e, com isso, reduzir o intervalo entre as mudanças de marcha.

A aproximação com as pistas não fica restrita ao motor. O desenvolvimento do Dark Horse SC aproveitou experiências do Mustang GT3, criado para competições, e tecnologias do Mustang GTD, versão de alto desempenho homologada para as ruas.

Entre as soluções estão freios Brembo de carbono-cerâmica e rodas de fibra de carbono no pacote voltado ao uso em circuito. Esses materiais ajudam a reduzir peso e suportar melhor as altas temperaturas geradas durante frenagens repetidas.

A suspensão MagneRide também recebeu uma nova geração de amortecedores e calibração específica. O sistema ajusta eletronicamente o funcionamento da suspensão conforme as condições de condução, permitindo alterar o comportamento do carro em questão de milissegundos.

Dois caminhos para o Mustang

A presença dos dois modelos em Interlagos ajuda a mostrar como a Ford vem ampliando as possibilidades dentro da própria família Mustang.

De um lado está o GT Performance de 492 cv, que chega ao Brasil ainda em 2026 e recupera uma configuração mais tradicional do esportivo, com motor V8 aspirado e câmbio automático de dez marchas.

Do outro, o Dark Horse SC usa 795 cv, compressor mecânico, transmissão de dupla embreagem e componentes desenvolvidos a partir da experiência da Ford Racing para aproximar ainda mais um Mustang homologado para as ruas do universo das pistas.

Por enquanto, porém, os caminhos dos dois modelos no Brasil são diferentes. O GT Performance já tem chegada confirmada ao mercado nacional. O Dark Horse SC, apesar de estar exposto em Interlagos, segue sem confirmação de venda no país.



FONTE: Folha Vitória