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Foto: Reprodução/Balanço Geral

Uma mulher afirma ter perdido R$ 18 mil em um suposto golpe durante a negociação de aluguel de um apartamento onde passaria a morar com a filha na Grande Vitória. Segundo ela, uma ex-funcionária da imobiliária cobrava taxas e orientava que os pagamentos fossem transferidos para uma conta bancária pessoal.

O proprietário da imobiliária também afirma ter sido vítima da ex-funcionária e calcula prejuízo de pelo menos R$ 80 mil.

Ex-funcionária cobrava taxas por fora

Além de se apresentar como contadora, a locatária afirma que a mulher dizia ser responsável pela locação e representante da empresa durante as conversas.

Segundo a vítima, foi a suspeita quem mostrou o imóvel e conduziu toda a negociação em nome da imobiliária, inclusive cobrando o pagamento antecipado de taxas.

“Nós nos interessamos e fizemos pela questão do caução. Ela colocava taxa de pintura, taxa de incêndio, taxa para segurar o imóvel… Foram um total de R$ 18 mil”, afirmou.

Para realizar o pagamento dessas taxas, a funcionária orientava os clientes a depositarem os valores em sua conta pessoal. A vítima relatou que questionou o uso.

”Na hora de fazer a transferência, ela dava a conta dela. E foi questionado: por quê? Ela falou que ela era contadora e que a imobiliária funcionava dessa maneira”, conta.

Mesmo assim, os pagamentos foram realizados e a vítima entrou no apartamento com a filha. Ela estava morando no imóvel havia cerca de 15 dias quando recebeu uma ligação da imobiliária informando que a funcionária havia pedido demissão e que teria aplicado um golpe.

Dono de imobiliária descobriu a fraude

O proprietário disse que a ex-funcionária trabalhou na empresa por aproximadamente cinco meses, atuando na área responsável pelos contratos de aluguel. Depois desse período, ela pediu demissão. O dono do empreendimento aceitou o pedido, mas decidiu revisar os contratos que estavam sob responsabilidade dela e telefonou para clientes.

Em uma das ligações, o empresário perguntou quando a cliente entraria no apartamento e descobriu que ela já estava morando no imóvel há 15 dias. “Foi aí que eu constatei a fraude”, afirmou o proprietário.

Segundo o empresário, a ex-funcionária utilizava dois números de WhatsApp para convencer as vítimas. “Em um WhatsApp, ela se passava por mim e, no outro, era o dela”, disse.

De acordo com o homem, as conversas eram usadas para criar uma suposta autorização dele para os depósitos, e alguns prints eram enviados aos clientes.

O proprietário afirmou que assumiu os valores pagos por clientes para que eles permanecessem nos imóveis. “Eu banquei tudo, eu paguei todos eles e deixei todos eles ficarem nos apartamentos”, declarou.

A locatária confirmou que continua no apartamento e disse que recebeu todo o apoio necessário da empresa. Ela também considera que a imobiliária foi vítima, pois a negociação teria ocorrido em nome do lugar.

Vitimas registraram boletim de ocorrência

As vítimas ouvidas registraram boletins de ocorrência e relataram que outros casos surgiram durante a apuração. O empresário afirmou que, cerca de três meses após a saída da ex-funcionária, outra cliente apresentou conversas que indicavam uma negociação feita quando ela ainda trabalhava na imobiliária.

Nesse caso, ele disse ter feito um acordo extrajudicial e dividido o pagamento em dez parcelas. O empresário afirmou que decidiu assumir o custo para preservar o nome da empresa e que pretende adotar verificações mais detalhadas sobre futuras contratações.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória