Uma mulher de 27 anos denunciou ter sido brutalmente espancada na região de Terra Vermelha, em Vila Velha, no último sábado (23). Ela afirma ter apanhado do ex-marido, do ex-sogro e de um amigo da família, identificado por ela como professor de artes marciais. O motivo: uma disputa judicial envolvendo a guarda dos filhos dela e do ex-companheiro.
De acordo com a vítima, as agressões aconteceram durante a noite, na casa onde ela morava com o filho de seis anos. Ela contou que ouviu barulhos no portão e, ao abrir, encontrou os três suspeitos no local.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher relatou que foi agredida com socos, chutes e puxões de cabelo dentro do quintal da residência. Ela afirmou ainda que sofreu golpes na cabeça com uma arma e que o ataque teria sido praticado principalmente pelo amigo do ex-marido, enquanto os outros dois suspeitos assistiam às agressões.
A vítima disse à polícia que as agressões só cessaram após o ex-sogro pedir para que o homem parasse, alegando que ela já teria apanhado o suficiente.
Ainda conforme o relato, o filho da mulher estava dentro da casa durante as agressões. A vítima afirmou que ficou com ferimentos no rosto, nas costelas e nas pernas e que, dias após o ataque, ainda apresentava dificuldades para enxergar.
Ela também relatou que deixou o bairro onde morava por medo de novos ataques. Atualmente, estaria escondida em local não informado.
Disputa judicial pela guarda dos filhos
Segundo a vítima, a motivação das agressões estaria relacionada a uma disputa judicial envolvendo a guarda dos filhos. Ela afirmou que o ex-marido e o ex-sogro tentam obter a guarda das crianças.
A gente já teve muita desavença, mas eu nunca denunciei, por causa da segurança da minha família, dos meus filhos. Ele falou que no dia que ele saísse de casa e quisesse acabar com a minha vida, ele tomaria as crianças de mim, porque ele sabia que eu ia cair quando tirasse as crianças de mim.
Vítima, 27 anos
O caso foi registrado na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, onde a mulher também conseguiu uma medida protetiva de urgência contra os suspeitos.
Em nota, a Polícia Civil informou que a vítima compareceu à delegacia para registrar a ocorrência e que as medidas legais iniciais foram adotadas. O caso seguirá sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vila Velha. Até o momento, ninguém foi preso.
A corporação destacou ainda que uma pessoa só pode ser considerada foragida da Justiça quando existe mandado de prisão expedido e tentativas de cumprimento sem localização do suspeito.
*Com informações do repórter André Falcão, da TV Vitória/Record


