Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra uma espécie de “alçapão”, que serve como rota de fuga para suspeitos, encontrado pelas equipes durante a Operação Hidra, realizada na manhã desta quarta-feira (7), nos morros do Romão e Forte São João, em Vitória.
Nas imagens é possível perceber a presença de um buraco que foi feito na laje de uma residência, dando acesso ao terraço do imóvel utilizado como uma “espécie de rota de fuga” para os criminosos.
A ação foi deflagrada para cumprir 20 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), investigados por ameaçar moradores, utilizar explosivos para impor regras nas comunidades e manter olheiros para monitorar a movimentação policial.
Cerca de 130 agentes das forças de segurança participam da operação. Até o momento, 11 pessoas foram detidas.
Investigação aponta monitoramento de policiais
Coordenada pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), a operação teve início a partir de trabalhos de inteligência e ações de campo, com apoio do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM), por meio da 1ª Companhia.
Segundo a Polícia Civil, o grupo investigado mantinha equipes de olheiros em pontos estratégicos e mirantes das comunidades. Os suspeitos também utilizariam rádios comunicadores e grupos de WhatsApp para acompanhar a movimentação das forças de segurança.
A investigação aponta ainda que os integrantes do grupo ostentavam armas de fogo, faziam ameaças de morte e utilizavam explosivos contra moradores para impor regras e exercer domínio territorial.
O delegado Jordano Bruno Leite afirmou que a operação ainda está em andamento e que materiais foram apreendidos.
Ainda estamos contabilizando o que conseguimos apreender, mas teve drogas, carregadores, munições, rádios comunicadores que eles usavam para comunicar a chegada da polícia. A operação está em andamento e vai continuar o resto do dia, muito provavelmente teremos novos resultados.
Jordano Bruno Leite, delegado-chefe da Polícia Civil
Festas eram usadas para arrecadar dinheiro, diz polícia

Segundo as investigações, o grupo também estaria envolvido no comércio de drogas e na realização de festas para arrecadar recursos destinados à organização criminosa.
De acordo com o delegado Luiz Gustavo Ximenes, os eventos eram realizados no Romão e estariam relacionados à movimentação do tráfico e ao financiamento das atividades do grupo.
Conforme a investigação, conseguimos apurar que as festas eram usadas para arrecadar dinheiro e movimentar o tráfico de drogas no Romão. Eles realizavam festas, faziam o domínio territorial, intimidando a população. Fizemos o trabalho integrado com o intuito de cessar.
delegado Luiz Gustavo Ximenes, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP)
Operação Hidra
O nome da operação faz referência à Hidra, criatura da mitologia grega representada com várias cabeças. Segundo a Polícia Civil, a escolha simboliza a estrutura ramificada do grupo criminoso investigado.
A operação continua ao longo desta quarta-feira (7), e a polícia informou que novos resultados podem ser divulgados ao longo do dia.


