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Imagens: acervo pessoal

Com aparência de raposa e pelagem colorida, Raika, de 3 anos, chamou a atenção nas redes sociais durante a Cachorrida, neste sábado (26). A cachorra, uma mistura de Husky Siberiano com Akita, veio de Goiânia (GO) com o tutor, o psicólogo clínico Leonardo Luiz Mendes da Silva, para participar do evento que integra a programação da 35ª Dez Milhas Garoto.

Além do visual diferente, Raika tem experiência em provas de longa distância e corre ao lado de Leonardo desde os 8 meses de idade. A dupla foi convidada para participar da programação no Espírito Santo. Segundo o tutor, a cadela já completou uma meia maratona e recebe acompanhamento veterinário e nutricional para praticar o esporte.

Raika corre desde os 8 meses e já completou meia maratona

A relação de Raika com a corrida começou ainda nos primeiros meses de vida. Leonardo, que participa de competições em Goiânia, percebeu que a cachorra tinha disposição para acompanhá-lo nos treinos.

Ela surgiu na nossa vida como uma companheira e, aos poucos, fomos descobrindo que tinha uma energia e uma paixão muito grande por correr.

Leonardo Luiz Mendes, psicólogo clínico e tutor da Raika

Hoje, aos 3 anos, ela já tem experiência em provas de longa distância. Segundo o tutor, a preparação inclui acompanhamento profissional para garantir que o exercício seja adequado às condições do animal.

“A Raika já fez meia maratona comigo, então está acostumada com longas distâncias. Ela tem todo um acompanhamento nutricional e veterinário para isso”, relata.

Por que Raika é pintada? Tinta faz mal?

Imagens: acervo pessoal

A coloração é uma das características que mais despertam curiosidade sobre Raika. Segundo Leonardo, o visual de raposa foi escolhido não apenas pela aparência, mas também para aumentar a visibilidade da cachorra durante as corridas.

“Quanto à pintura, é uma coloração pet, feita com produtos próprios para animais, por uma groomer profissional formada em cosmetologia”, explica.

O tutor afirma que o produto utilizado é atóxico, vegano e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A segurança da coloração depende do produto utilizado e da forma de aplicação. Mesmo quando a tinta é desenvolvida para animais, é necessário seguir as orientações do fabricante e evitar o contato com os olhos, a boca e outras áreas sensíveis.

Leonardo diz que a escolha também tem uma finalidade relacionada à segurança nas provas.

A gente resolveu adotar esse visual de raposa porque ele deixa ela mais visível e chama atenção durante as corridas, evitando acidentes com pessoas ao trocar de faixa ou fazer ultrapassagens.

Leonardo Luiz Mendes, psicólogo clínico e tutor da Raika

Cachorra inspirou corrida solidária em Goiânia

A história de Raika também deu origem ao projeto Correndo com Raika, criado em 2024. A iniciativa surgiu após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, quando milhares de pessoas e animais foram afetados.

A situação dos pets desabrigados motivou Leonardo a usar a visibilidade conquistada pela cachorra nas corridas para ajudar outros animais. “Como a Raika já tinha começado a chamar atenção nas corridas e eu já tinha essa ligação com o esporte, pensamos em transformar essa visibilidade em alguma coisa que pudesse ajudar”, conta.

As primeiras edições tiveram caráter beneficente, com arrecadação destinada a animais em situação de vulnerabilidade. Com o tempo, deixou de ser apenas uma corrida e passou a reunir famílias, corredores e animais de estimação.

A ideia nasceu com esse propósito de arrecadar e ajudar animais em situação de vulnerabilidade. E acabou crescendo muito mais do que imaginávamos

Leonardo Luiz Mendes, psicólogo clínico e tutor da Raika

Cachorrida reuniu mil duplas

Foto: Divulgação/Garoto

Raika e o tutor, Leonardo Luiz Mendes da Silva, fizeram parte das cerca de mil duplas que participaram da 5ª Cachorrida, realizada neste sábado (26), em Vila Velha. A prova abriu a programação da 35ª Dez Milhas Garoto e reuniu tutores e pets em uma área coberta do Shopping Vila Velha, com largada às 6h45.

No mesmo local, também foi realizada a 23ª Corrida Garotada, que reuniu cerca de 3.500 crianças e adolescentes, com percursos definidos de acordo com a faixa etária dos participantes.



FONTE: Folha Vitória