O senador Magno Malta, presidente do PL capixaba, avaliou como um “avanço importante” o posicionamento do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao declarar apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
O posicionamento de Pazolini, ao declarar apoio a Flávio Bolsonaro e se aproximar das pautas da direita, representa um avanço importante. É preciso coragem para defender a liberdade, a família e os valores que nos unem”, disse o senador, por meio de nota, após ser questionado pela coluna De Olho no Poder.
Pré-candidato ao governo do Estado, Pazolini tem buscado fechar uma aliança com o senador, para que PL e Republicanos estejam juntos – na mesma coligação – nas eleições de outubro.
Na última segunda-feira (13), durante uma entrevista a uma rádio de direita, Pazolini declarou apoio à pré-candidatura de Flávio, mesmo após o presidente nacional do seu partido, Marcos Pereira, ter divulgado nota em que sinaliza que o Republicanos poderá caminhar pela neutralidade.
Em relação ao Espírito Santo, nosso posicionamento é claro. O Republicanos daqui, o presidente Erick Musso, nós já temos o nosso sentimento de continuarmos na posição onde nós sempre estivemos, ou seja, nós temos o pré-candidato a presidente da República bem estabelecido, bem fincado, o Flávio Bolsonaro. E nós temos trabalhado junto ao Republicanos nacional por essa convergência da direita. Isso é fundamental”, disse Pazolini.
Na entrevista, Pazolini também se posicionou com relação a pautas caras ao bolsonarismo, como as condenações dos que participaram dos ataques às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, as penas são desproporcionais e geram “sentimento de injustiça”.
“Tem coisas que nós não aceitamos, como por exemplo, essas penas como elas foram estabelecidas, em relação ao dia 8 de janeiro. São coisas que, de fato, aviltam o nosso direito à liberdade. Trazem um sentimento de profunda tristeza e revolta para nós (…) Muita gente do 8 de janeiro tem penas superiores a pessoas que foram condenadas por homicídio qualificado, isso é absolutamente desproporcional. Não reflete o sentimento do brasileiro e traz o sentimento de grande injustiça”, afirmou.
Assim como o presidente do Republicanos no Espírito Santo, Erick Musso, Pazolini defendeu que as forças de direita no Estado caminhem unidas — posição que foi endossada por Magno Malta.
“Neste momento, a direita precisa caminhar unida para buscar justiça, defender a anistia, fortalecer a Constituição e construir um novo futuro para o Brasil e o Espírito Santo”, diz outro trecho da nota.
“Mesma língua”

Na semana passada, os dirigentes do PL e do Republicanos – nacionais e estaduais – se reuniram em Brasília para debaterem sobre uma possível aliança entre os dois partidos.
Na ocasião, Magno Malta defendeu que o Republicanos precisaria ter um discurso alinhado ao PL.
“Avançaram as conversas, as pautas andaram. Nós precisamos alinhar o discurso. Nosso discurso inclui nossos irmãos presos no dia 8, anistia, presidente Bolsonaro, os crimes de ditadura impostos pelo STF ao povo brasileiro (…) Acho que temos que falar a mesma língua, senão não tem como coligar”.
A entrevista de Pazolini, com o anúncio do apoio a Flávio, ocorreu quatro dias após a reunião nacional e após também uma agenda do ex-prefeito com Magno Malta. O senador teria intermediado a entrevista na rádio.
Definição até sábado?
Embora a resposta do senador ao posicionamento de Pazolini tenha sido bastante positiva, ainda não foi batido o martelo sobre a relação entre o PL e o Republicanos.
Há uma expectativa, nos bastidores, de que a decisão saia até a vinda de Flávio ao Estado – marcada para o próximo sábado (18) – ou durante o próprio evento.
A coluna questionou a Erick Musso se ele e Pazolini estarão presentes no evento do PL com Flávio Bolsonaro, porém, ainda não houve resposta. Se houver manifestação, a coluna será atualizada.
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