O julgamento do casal acusado de matar o professor de jiu-jítsu Stanley Stein, de 49 anos, foi adiado. A sessão estava prevista para esta terça-feira (18), no Fórum de Vila Velha, mas uma testemunha listada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) não poderá comparecer e a júri foi suspenso.
Segundo o Ministério Público, diante da situação, ainda não há uma nova data definida para a realização do julgamento.
São réus no processo Nicole Aparecida Muniz Liberato, de 23 anos, ex-namorada da vítima, e Rhaylan Moraes de Almeida, de 35 anos, atual companheiro dela. Os dois foram presos durante as investigações do crime.
Crime teria sido motivado por ciúmes

Na época da coletiva, o chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, delegado Daniel Fortes, explicou que Stanley e Nicole se relacionaram entre abril até dezembro. Mesmo após o término, a vítima continuava a entrar em contato.
Mesmo com o início do relacionamento, Nicole narrou que Stanley continuava insistindo e indo atrás dela. “Ela relatou ao Rhaylan que estava se sentindo incomodada”.
Foi identificado que um dia antes do crime o atirador teria ido até as proximidades da casa de Stanley com a intenção de matá-lo, mas desistiu da ação porque viu o professor de jiu-jítsu com a filha.
No dia seguinte, pela manhã, executor volta ao bairro Araçás, aguarda o momento que a vítima sai de casa e executa o crime.
“Ele se aproxima em uma distância razoável e faz quatro disparos de arma de fogo. Dois atingem a vítima de forma fatal, ele ainda corre e acaba caindo na rua. O pai do Stanley vê a cena da casa.
Fuga foi registrada por câmeras
Após os disparos, o suspeito fugiu em direção a uma esquina e entrou em um carro. Imagens de videomonitoramento ajudaram os investigadores a identificar o veículo utilizado na fuga.
Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Civil identificou o modelo e a placa do automóvel. Segundo as autoridades, o veículo era um Siena e estava registrado em nome do pai de Rhaylan, que já havia morrido.
A reportagem do Folha Vitória tenta localizar a defesa dos réus. O espaço segue aberto para manifestação.


