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Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

Uma operação integrada prendeu, nesta quinta-feira (7), Wether Alves Clímaco, conhecido como “John Wayne”, apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no Morro dos Alagoanos, em Vitória.

Wether Alves era apontado como antigo parceiro de José Antônio Marim, o Toninho Pavão, preso em 2025. Ele também foi investigado pela morte de um casal executado com pelo menos 22 tiros, em Cariacica, neste ano.

Na operação desta quinta-feira, a companheira dele, Rachel Helmer do Valle, também foi presa. Segundo a investigação, ela era responsável pela gestão financeira da organização criminosa.

Como a operação foi realizada?

Batizada de Operação Sem Saída, a ação foi deflagrada após investigações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Segundo a Polícia Militar, o nome da operação faz referência ao fato de o suspeito comandando atividades criminosas mesmo beneficiado pela saída temporária.

Segundo o tenente Leopoldino, da Polícia Militar, a investigação teve início após uma operação realizada em junho de 2026, quando dois suspeitos foram presos na região do Alagoano com grande quantidade de drogas e armamentos.

A Companhia Independente de Operações Especiais e Combate ao Crime Organizado realizou a prisão de dois indivíduos na região do Alagoano, com uma expressiva quantidade de entorpecentes e armamento. Iniciaram uma investigação e identificaram que havia uma liderança articulando e chegamos ao alvo.

Tenente Leopoldino, da Polícia Militar

Desdobramento da ofensiva das forças de segurança

A ação é um desdobramento da ofensiva das forças de segurança contra o tráfico. No dia 28 de maio deste ano, outro líder do tráfico que atuava no morro do Alagoano já havia sido preso.

Segundo o Tenente Leopoldino, a prisão de John Wayne ocorreu após representação da Polícia Federal ao Poder Judiciário, que expediu o mandado de prisão.

Foi expedido um mandado de prisão e deflagramos a Operação Sem Saída. O nome faz alusão ao fato de que esse indivíduo estava custodiado no sistema prisional, mas com o benefício da saída temporária. Mesmo com esse benefício, ele estava articulando e passando ordens para as ações criminosas.

Tenente Leopoldino, da Polícia Militar

Companheira administrava dinheiro do tráfico

Além de John Wayne, a operação também prendeu a companheira dele. Conforme a investigação, ela era responsável por controlar a movimentação financeira da organização criminosa.

Ela pode ser denominada como uma espécie de tesoureira. Fazia parte do controle financeiro, realizava as cobranças dos fornecedores e dos pontos de venda de entorpecentes. Cuidava de todo esse fluxo financeiro para que o John Wayne ficasse focado apenas em passar as ordens e coordenar as demais demandas da ação criminosa.

Tenente Leopoldino, da Polícia Militar

Ainda segundo o tenente Leopoldino, o investigado utilizava a saída temporária para manter a liderança do grupo criminoso.

Ele utilizava um benefício criado para contribuir com o processo de ressocialização justamente para o contrário: continuar nas práticas criminosas e liderar a ação criminosa na região de Carapina/Alagoano.

Tenente Leopoldino, da Polícia Militar

Celulares foram apreendidos

Os policiais informaram que os dois suspeitos foram surpreendidos durante o cumprimento dos mandados e não ofereceram resistência. Nenhum material ilícito foi encontrado nas residências, mas três aparelhos celulares foram apreendidos para aprofundar as investigações.

Não foi encontrado nenhum material ilícito, mas foram apreendidos três aparelhos telefônicos, que permanecem com a Polícia Federal para aprofundamento das investigações.

Tenente Leopoldino, da Polícia Militar

*Com informações do repórter Rodrigo Schereder, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória