Adalberto Pussiarelli da Silva, de 56 anos, suspeito de aplicar golpes de extorsão contra hospitais, clínicas e unidades de saúde no Espírito Santo e em outros estados foi preso pela Polícia Civil em um condomínio de luxo em Cabo Frio, no Rio de Janeiro.
O suspeito cometia os crimes sem sair de casa. Segundo a polícia, ele ligava para as vítimas, criava falsas situações de confronto entre criminosos e policiais para intimidar funcionários e exigia transferências em dinheiro.
No Espírito Santo, a investigação identificou três vítimas da ação criminosa: duas em Venda Nova do Imigrante e uma em Ibatiba.
Conforme a polícia, os atendentes eram ameaçados durante as ligações e, diante do cenário de pânico criado pelo suspeito, acabavam realizando os pagamentos exigidos.
Como funcionava o golpe
De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Venda Nova do Imigrante, delegado Eduardo Oliveira, o suspeito telefonava para hospitais, clínicas e postos de saúde, tanto públicos quanto privados, afirmando que criminosos armados estariam na região ou que havia pessoas feridas após confrontos com a polícia.
Durante a ligação, ele dizia que precisava de dinheiro para comprar medicamentos ou facilitar a fuga dos supostos criminosos. As ameaças incluíam risco de morte, aumentando a pressão psicológica sobre as vítimas.
Segundo a Polícia Civil, a estratégia explorava o medo dos profissionais que atendiam as ligações, levando parte deles a realizar transferências bancárias.
“Crime home office”
A investigação também aponta que o suspeito fazia vítimas em diferentes estados brasileiros. Antes das ligações, ele pesquisava informações sobre hospitais e clínicas na internet e em redes sociais para dar credibilidade às ameaças.
Durante o cumprimento do mandado, os policiais encontraram diversas linhas telefônicas registradas em nome do investigado, que, segundo a corporação, eram utilizadas na prática dos crimes.
O superintendente de Polícia Regional Serrana (SPRS), delegado Alberto Roque Peres, classificou a atuação como uma espécie de “crime home office”, já que o suspeito realizava toda a ação criminosa sem sair de casa.
Ele praticava na residência dele, em um condomínio de luxo, sem correr riscos. Utilizando um telefone celular e informações obtidas na internet e em redes sociais, conseguia extorquir dinheiro das vítimas mediante graves ameaças.
Alberto Roque, delegado
Adalberto foi localizado e preso em sua residência, em um condomínio de alto padrão em Cabo Frio.
Ainda segundo a polícia, o investigado possui um histórico criminal com registros de ocorrências desde a década de 1990.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa do investigado. O espaço permanece aberto para manifestação.
*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record


