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Foto: Freepik

“Videogame é perda de tempo.”

Quantas vezes você já ouviu essa frase? Agora eu faço outra pergunta: e se eu disser que uma das maiores indústrias do mundo nasceu justamente desse “passatempo”?

Pois é! Enquanto muita gente ainda associa os games apenas ao lazer, empresas, investidores e governos já entenderam que estamos falando de tecnologia, inovação, geração de empregos e um mercado que movimenta centenas de bilhões de dólares todos os anos.

Os games cresceram. E cresceram muito!

O Brasil acompanhou esse movimento e hoje figura entre os maiores mercados consumidores do planeta. Milhões de brasileiros jogam todos os dias, pelo celular, PC ou console. O videogame deixou de ser um nicho. Virou parte da cultura de uma geração inteira.

Mas aqui surge uma pergunta importante: queremos ser apenas consumidores ou também protagonistas?

Essa é a discussão que realmente importa.

Quando falamos em indústria dos games, muita gente pensa apenas em quem está segurando um controle. Mas basta olhar um pouco além da tela para perceber o tamanho desse ecossistema. Há desenvolvedores, designers, programadores, equipes profissionais, organizadores de eventos, produtores de conteúdo, narradores, psicólogos, advogados, profissionais de marketing, empresas de tecnologia e tantas outras carreiras que surgiram ou foram transformadas por esse mercado.

Ou seja: jogar é apenas a ponta do iceberg.

E sabe por que bancos, montadoras e grandes empresas disputam espaço nos campeonatos de e-Sports?

Porque elas entenderam antes de muita gente que ali existe um público altamente conectado, consumidor e apaixonado por inovação. Não é apenas publicidade. É posicionamento de marca.

Outro detalhe que passa despercebido: muitas tecnologias que usamos hoje evoluíram graças à indústria dos games. Inteligência artificial, computação em nuvem, realidade virtual, motores gráficos… tudo isso recebe investimentos constantes porque existe um setor que exige inovação todos os dias.

Percebe como a conversa muda?

Não estamos falando apenas de entretenimento. Estamos falando de desenvolvimento econômico.

Países como Coreia do Sul e Canadá enxergaram esse potencial há anos. Investiram em formação, pesquisa, inovação e no fortalecimento da indústria criativa. O resultado? Empresas fortes, geração de empregos qualificados e presença global.

E o Brasil?

Temos criatividade de sobra. Temos talentos reconhecidos mundialmente. Temos um dos maiores públicos consumidores do planeta.

Então, o que ainda falta?

Na minha visão, falta tratarmos os games como um setor estratégico da economia. Falta incentivar quem empreende, quem desenvolve tecnologia, quem cria conteúdo e quem organiza o ecossistema.

No Espírito Santo, essa conversa faz ainda mais sentido.

Quando defendemos o fortalecimento dos esportes eletrônicos, não estamos falando apenas de campeonatos.

Estamos falando de oportunidades!

Cada evento movimenta empresas. Cada transmissão gera renda. Cada equipe estruturada cria novos profissionais. Cada projeto educacional aproxima nossos jovens da tecnologia e da inovação.

É assim que um ecossistema nasce.

É assim que uma economia criativa se fortalece.

E é exatamente por isso que acredito tanto no trabalho que vem sendo desenvolvido no nosso estado.

A pergunta que deixo para você é simples:

Vamos continuar olhando para os games como um passatempo… ou finalmente enxergá-los como uma das maiores oportunidades econômicas da nossa geração?

Eu já fiz a minha escolha!



FONTE: Folha Vitória