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A corrente de comércio exterior do Espírito Santo somou US$ 7,95 bilhões entre janeiro e abril de 2026, o maior volume já registrado pelo estado em um primeiro quadrimestre na série histórica. O resultado supera o mesmo período de 2025, quando a corrente havia totalizando US$ 6,72 bilhões, avanço de 18,3%.

O dado ganha peso quando comparado com o ano de maior volume histórico do comércio exterior capixaba. Em 2011, considerado o pico da série, o primeiro quadrimestre havia registrado US$ 7,50 bilhões. Se o ritmo se mantiver ao longo do ano, 2026 pode encerrar com o maior total anual da história do estado.

Nos primeiros quatro meses de 2026, as exportações capixabas atingiram US$ 3,10 bilhões no período, alta de 1,9% frente aos US$ 3,04 bilhões do primeiro quadrimestre de 2025. O maior crescimento foi das importações, que totalizaram US$ 4,85 bilhões, ante US$ 3,68 bilhões um ano antes. 

Na pauta de exportações, minério de ferro lidera com US$ 1,09 bilhão, seguidos por café (US$ 430 milhões), aço (US$ 390 milhões), pedras de cantaria e construção, como granito e mármore, (US$ 270 milhões) e celulose (US$ 243 milhões). A composição segue a estrutura tradicional da economia capixaba, com commodities minerais e agropecuárias respondendo pela maior fatia.

Pelo lado das importações, automóveis de passageiros puxaram o volume com US$ 1,60 bilhão, número que por si só responde por um terço do total importado. Na sequência aparecem veículos pesados de construção (US$ 146 milhões), carvão (US$ 278 milhões) e medicamentos (US$ 47 milhões). 

A concentração de veículos na pauta de importação levanta um ponto de atenção: parte relevante do fluxo pode estar associada à antecipação de importações das montadoras chinesas antes da entrada da tarifa máxima para veículos eletrificados. Apesar de uma tendência de crescimento estrutural do comércio exterior do estado, parte do volume que compõe esse recorde está ligado a efeitos não recorrentes na economia.



FONTE: Folha Vitória