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Um homem de 35 anos, identificado como João Paulo da Silva Ribeiro, preso suspeito de assassinar o companheiro, Jarbas Guedes Batista, de 61 anos, em Vila Velha, já possuía histórico de violência em relacionamentos anteriores. O caso foi registrado neste sábado (03), em Coqueiral de Itaparica.

A informação foi confirmada nesta segunda-feira (04), pela delegada Gabriela Enne, responsável pela investigação no Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP).

Segundo a delegada, o suspeito acumula registros de agressões contra ex-namorados, incluindo dois boletins unificados por lesão corporal. Ele também já foi preso anteriormente pelo crime de ameaça, com base na Lei Maria da Penha.

Ainda de acordo com a investigação, um dos casos registrados ocorreu em 2024, quando o suspeito teria agredido um namorado que dirigia um veículo. Durante a agressão, o carro acabou colidindo contra um poste.

Ele chegou a ocasionar uma agressão a esse namorado que estava dirigindo um veículo automotor e esse veículo chegou a bater frente a um poste e causou uma dinâmica de acidente grave e os dois se acidentaram e vieram quase a óbito.

Gabriela Enne, delegada da DEHPP

A delegada também destacou que há registros de agressão envolvendo uma mulher com quem o suspeito teve relacionamento, caso que foi enquadrado como violência doméstica.

Os boletins unificados são contra dois homens que ele namorou e a mulher não seria uma mulher que teve um relacionamento com ele. Mas ele agrediu essa mulher e ficou configurado a época que foi uma violência doméstica.

Gabriela Enne, delegada da DEHPP

Crime em Coqueiral de Itaparica

Jarbas Guedes Batista foi encontrado morto. Foto: Montagem/ Folha Vitória

O caso mais recente aconteceu em um apartamento no bairro Coqueiral de Itaparica. A Polícia Civil prendeu o suspeito após a morte de Jarbas Guedes Batista, cujo corpo foi encontrado no imóvel no último sábado (02).

Segundo o perito Marcelo Cotta, da Seção de Crimes contra a Pessoa da Polícia Científica (PCIES), foram identificados diversos sinais de violência no corpo da vítima. “Apresentava várias fraturas de costela, lesões no pescoço, na mão e na cabeça”.

Também foram identificados vestígios de sangue em diferentes cômodos e objetos danificados, indicando possível luta corporal.

Versões contraditórias sobre o crime

Durante suspeito apresentou versões contraditórias. Inicialmente, se afirmou que a vítima teria sofrido uma queda da própria altura, versão que não foi compatível com os indícios.

Encontramos manchas de sangue na parede. O lençol estava limpo, mas debaixo haviam manchas vermelhas semelhantes à sangue. A vítima se encontrava ao pé da cama, com uma lesão acima da cabeça

Marcelo Cotta, da Seção de Crimes contra a Pessoa da Polícia Científica (PCIES)

Diante das inconsistências, ele foi levado ao plantão do DEHPP. Durante o depoimento, acabou confessando que houve uma briga motivada por ciúmes, após descobrir que a vítima mantinha contato com um ex-namorado pelas redes sociais.

Segundo o próprio relato, ele agrediu Jarbas diversas vezes ao longo da noite, aproveitando-se do fato de a vítima estar sob efeito de álcool e maconha.

Ele fala que houve agressão da parte dele, que a vítima estava drogada, que fazia uso da substância maconha e também ingeria bebida alcoólica, então ele se aproveitou inclusive dessa fragilidade da vítima de estar alcoolizada e agredindo em diversos momentos durante a noite.

Gabriela Enne, delegada da DEHPP

Em determinado momento, afirmou que colocou o companheiro na cama e percebeu que ele vomitava devido às agressões. Mesmo diante do estado da vítima, o suspeito não acionou socorro.

Então, ele perguntou à vítima se ela estava bem, ele foi questionado porque ele não acionou o SAMU após perceber que a vítima estava muito lesionada e chegou a dizer que a vítima informou que estava bem.

Gabriela Enne, delegada da DEHPP

Diante de todas as evidências encontradas na cena do crime, João Paulo foi autuado em flagrante por homicídio qualificado. Além disso, caso seja comprovado que ele tentou alterar a cena do crime, também poderá responder por fraude processual.



FONTE: Folha Vitória