Seis escolas públicas capixabas participam do Encontro Nacional do Programa Mais Ciência na Escola 2026, em Brasília, desta terça-feira (24) a quinta-feira (26). A programação reúne educadores, pesquisadores, gestores públicos e estudantes.
O objetivo é promover trocas de experiências, apresentações de projetos inovadores e construção de estratégias que ampliem o acesso ao conhecimento científico nas escolas brasileiras.
A programação conta com palestras, mesas-redondas e atividades interativas voltadas à integração entre diferentes áreas do saber.

Quem participa do ES
A delegação capixaba conta com 46 pessoas. Os representantes das escolas são:
- Professora Maura Abaurre, de Vila Velha;
- Manoel Duarte da Cunha, de Pedro Canário;
- João Manoel Meneghelli, de Colatina;
- Senador Dirceu Cardoso, de Muqui;
- Edna de Mattos Siqueira Gaúdio, de Vitória;
- Washington Pinheiro Meirelles, de Itapemirim.
A seleção dos representantes foi feita entre as 31 escolas participantes do projeto em 17 municípios. O processo de avaliação aconteceu por meio de relatórios e vídeos enviados pelas escolas. Os critérios foram previamente definidos para garantir transparência, equidade e coerência com os objetivos do projeto.
A análise contou ainda com a participação de um professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), indicado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e do pró-reitor de Extensão da Ufes, Ednilson Felipe.
Educação científica
O Mais Ciência na Escola é uma iniciativa do governo federal que teve investimento inicial de R$ 100 milhões para construção de LabMakers em cerca de mil escolas públicas em todo o país.
O objetivo é promover clubes de ciência e laboratórios maker, focando na educação científica e no letramento digital. Recentemente, foi anunciada a ampliação do programa para duas mil escolas, dobrando o investimento.
No Espírito Santo, o projeto ganhou um financiamento adicional de cerca de 25% feito pelo governo estadual, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti), totalizando R$ 3,9 milhões.
No Estado, o projeto é coordenado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), junto com os governos federal e do Estado.
O coordenador geral do +CNEC, professor Etereldes Gonçalves, destacou a importância de promover a ciência e a tecnologia nas escolas públicas do Estado. Segundo ele, os LabMakers são espaços equipados com diversas tecnologias para os estudantes colocarem em prática suas ideias e projetos inovadores.
Cada LabMaker possui um Clube de Ciências com dez estudantes e um professor tutor, todos bolsistas, com o objetivo de desenvolver soluções criativas para problemas reais.
Etereldes Gonçalves, coordenador geral do +CNEC e professor
O projeto teve início em novembro de 2024, mas ainda oferece formação continuada para docentes e oficinas práticas com especialistas convidados, por meio da Universidade Aberta Capixaba (Unac). O objetivo é estimular o interesse de estudantes por carreiras científicas e tecnológicas, além de fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação no estado.


