A Samarco fechou 2025 com prejuízo de US$ 4,6 bilhões, bem acima das perdas de US$ 2,5 bilhões no ano anterior. O resultado é explicado pelas altas despesas de reparação pelo acidente ambiental de 2015. Em 2025, destinou cerca de US$ 4 bilhões em obrigação de fazer e aproximadamente US$ 2 bilhões em obrigação de pagar.
Retirados os efeitos da reparação, o prejuízo seria de US$ 559 milhões.
A receita líquida foi de US$ 1,89 bilhão, uma alta de 30,4% frente ao ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de US$ 1,087 bilhão , 30,3% maior que os US$ 834 milhões de 2024.
Apesar do resultado no vermelho, uma boa notícia: a companhia registrou a maior produção desde a retomada em 2020, superando o recorde de 2024. A produção do ano passado totalizou 15,1 milhões de toneladas de pelotas e minério de ferro, já as vendas foram de 15,9 milhões de toneladas, avanço de 68% frente a 2024.

Essa produção acompanha o aumento gradual da produção das operações que chegou a 60% da capacidade instalada. A meta da empresa é retornar a 100% da capacidade a partir de 2028. Para isso, investirá R$ 13,8 bilhões, o maior Capex da história da empresa.“Mantivemos o foco naquilo que está ao nosso alcance: operar com segurança, cuidar das nossas pessoas, cumprir o plano de negócios e avançar em nossos compromissos de longo prazo. Concluímos o ‘ramp-up’ da fase 2, estabilizamos as plantas e reforçamos a nossa geração de caixa”, afirmou o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela.


