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Um advogado, de 33 anos, foi detido suspeito de agredir a namorada, uma cabo da Polícia Militar, também de 33, dentro do apartamento dele no bairro Ataíde, em Vila Velha, no sábado (7). A agressão teria ocorrido após a festa de aniversário da vítima e o homem foi liberado após prestar depoimento.

A festa foi organizada pelo advogado e também celebrava o primeiro ano de relacionamento do casal. A policial, que vive em Guarapari, havia ido até o apartamento do namorado em Vila Velha para participar da celebração com familiares.

Segundo a vítima, o evento transcorreu normalmente, e o desentendimento teria ocorrido apenas após o término da comemoração, quando ela organizava seus pertences para retornar para casa.

Ele perguntou para onde eu pensava que iria com as malas, eu questionei e ele jogou as coisas no chão. Eu abaixei para pegar e ele segurou meus braços, me levantou, me segurou pelo cabelo e começou a bater minha cabeça na parede diversas vezes, de forma muito agressiva.

Cabo da Polícia Militar, vítima

A policial relatou que, após as agressões, conseguiu escapar do suspeito e acessar o elevador do prédio. “Ele entrou no elevador comigo, calmo e sorrindo para a câmera. Só que quando saímos e estávamos chegando na portaria, em um lugar mais escuro, ele começou a chutar as minhas pernas. Eu comecei a gritar por socorro”, policial militar.

Veja o relato da policial militar

Segundo a policial, o relacionamento não tinha histórico de episódios de violência, e esta teria sido a primeira ocorrência desse tipo.

Após o episódio, equipes da Polícia Militar foram acionadas e o caso foi encaminhado para a Delegacia Regional de Vila Velha.

A reportagem da TV Vitória fez contato por telefone com o advogado, que negou as agressões.

Policial mostra marcas das agressões. Foto: Reprodução/TV Vitória

Advogado foi ouvido e liberado na delegacia

O advogado foi encaminhado para a delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado. Em nota, a Polícia Civil informou que “a autoridade policial não identificou elementos suficientes para realizar a prisão em flagrante naquele momento”.

Inconformada com a ausência de autuação em flagrante, a policial procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Vila Velha, nesta segunda-feira (9), para obter esclarecimentos sobre os procedimentos adotados.

Eu estava lesionada, com fotos e testemunhas, mas a alegação era que não tinha provas o suficiente. Ele saiu da delegacia praticamente no mesmo horário que eu.

Cabo da Polícia Militar, vítima

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado pela delegacia especializada, responsável por apurar crimes de violência contra a mulher.

*Com informações do repórter Paulo Rogério, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória