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Após a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado em um ataque militar conjunto dos Estados Unidos e Israel, o país formou um conselho para conduzir o país. Esse colegiado prometeu se vingar e disse que os inimigos vão se arrepender.

A morte de Ali Khamenei ocorreu durante um ataque aéreo na noite deste sábado, 28 de fevereiro, que também causou a morte de membros da família de Khamenei, incluindo sua filha, genro, nora e neto.

Nas primeiras horas após a tragédia, milhares de iranianos se dirigiram às ruas de várias cidades para expressar seu luto e indignação pela morte do líder, conforme captado por imagens aéreas. O governo iraniano decretou 40 dias de luto nacional em memória de Khamenei.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (1) que a República Islâmica tem “o direito e o dever legítimo” de vingar a morte do líder supremo do país.

Conselho interino assume o governo

Em resposta à morte de Khamenei, o Irã formou um novo órgão colegiado para governar o país até a eleição de um novo líder supremo.

O colegiado é composto por figuras chave da política iraniana, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

O aiatolá Alireza Arafi, líder do Conselho dos Guardiões, também foi incluído no grupo, representando esse órgão, que antes era chefiado por Khamenei.

Esse Conselho de Liderança Interina assume os poderes do líder supremo até que a Assembleia dos Especialistas, um órgão religioso e político composto por 86 membros eleitos, escolha o novo líder.

O aiatolá Arafi, porém, não é o novo líder supremo; ele integra o colegiado que substitui temporariamente as funções de Khamenei.

Consequências e ameaças de retaliação

A agressão que matou Khamenei também resultou em outros assassinatos importantes, como o do secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e do comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.

Além disso, fontes iranianas informaram que a residência de Khamenei foi bombardeada. Em resposta, as Forças Armadas do Irã prometeram vingança contra os responsáveis pela morte de seu líder.

Faremos com que os inimigos desta nação, especialmente os Estados Unidos criminosos e o regime sionista maligno, se arrependam com a força, a firmeza e o apoio do povo honrado, e continuaremos o caminho desse líder sábio e poderoso até a última gota de sangue e a rendição dos inimigos”

Chefes do Estado-Maior Conjunto do Irã, em nota.

Através de uma nota oficial, os chefes do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas afirmaram que os EUA e Israel “se arrependerão” pela agressão, e que o Irã continuaria a luta em nome de Khamenei até que seus inimigos sejam derrotados.

O papel do líder supremo no Irã

Khamenei, que ocupava o cargo de líder supremo há 36 anos, era a figura central do poder na República Islâmica do Irã.

O sistema de governo iraniano é estruturado de forma a concentrar grande autoridade no cargo de líder supremo, que controla tanto a política quanto a religião.

Além do Executivo, Judiciário e Parlamento, o Irã conta com o Conselho dos Guardiões, uma entidade chave que ajuda a definir a agenda política do país. A Assembleia dos Especialistas, por sua vez, é responsável por escolher o líder supremo e pode também destituí-lo, embora o cargo seja vitalício.



FONTE: Folha Vitória