Câmara São Mateus _ agosto 2025
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A Justiça condenou Cleilton Santana a 37 anos de prisão pelo assassinato da enfermeira Íris Rocha, de 30 anos, que estava grávida de oito meses. A condenação foi proferida na noite desta segunda-feira (01), no Fórum de Alfredo Chaves, no Sul do Espírito Santo, e o Ministério Público Estadual (MPES) recorreu da decisão, pedindo aumento de pena.

Cleilton, que era namorado de Íris Rocha e pai da filha que ela esperava, foi condenado por todos os crimes dos quais era acusado: homicídio qualificado, feminicídio, aborto sem consentimento da gestante, ocultação de cadáver e concurso material.

A decisão determina que ele cumpra a pena em regime incialmente fechado.

O MPES apresentou apelação em plenário por não concordar com a dosimetria da pena. O réu poderia pegar até 43 anos de prisão, mas foi condenado a 37.

A decisão da Justiça definiu pena máxima de 30 anos pelo crime de homicídio, com agravantes: mais cinco anos pelo crime de aborto sem consentimento (pena máxima é de 10 anos) e dois anos pelo crime de ocultação de cadáver (pena máxima é de 3 anos).

Réu confessou o crime no julgamento

Durante o julgamento, o réu confessou o crime pela primeira vez. A repórter Ana Carolini Mota, da TV Vitória/Record, acompanhou o júri e destacou que as investigações já apontavam que Cleilton havia matado Íris.

Um exame de microcomparação balística comprovou que a arma encontrada na casa do acusado foi a mesma usada no crime. A arma era registrada no nome dele com registro de Colecionador, Atirador ou Caçador (CAC).

Mas mesmo diante das provas, Cleilton continuava negando a autoria do assassinato, mas acabou confessando durante o julgamento.

Entenda o caso

Íris foi encontrada morta em 11 de janeiro de 2024, às margens de uma estrada na localidade de Carolina, em Alfredo Chaves.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Cleilton teria atraído a vítima para uma área de mata e efetuado quatro disparos de arma de fogo, sendo um no braço, dois na axila e um na cabeça.

A investigação aponta que, após o crime, ele jogou o corpo em um terreno e despejou cal desidratado para acelerar a decomposição e dificultar a localização.

Cleilton foi preso em 18 de janeiro, quando passava com um advogado pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-262, em Viana.

Acusado desconfiava que filha não era dele

Quando foi assassinada, Íris estava grávida de oito meses de uma menina que já tinha nome: Rebeca. A criança não sobreviveu. As investigações mostraram que Cleilton era ciumento e possessivo, e desconfiava que a criança não era filha dele.

Exames de DNA feitos após o assassinato confirmaram que Cleilton era o pai da bebê que Íris esperava, ponto que, segundo a Polícia Civil, motivou o crime, já que o acusado duvidava da paternidade.



FONTE: Folha Vitória